ESTRUTURA DO YÔGA DE PÁTAÑJALI
(SWÁSTHYA YÔGA)
ESTRUTURA ORTODOXA E HETERODOXA
O RETORNO ÀS ORIGENS
Sendo pacientes e educados, aplicando muita simpatia, mas nunca subserviência. É uma questão de honra que todos gostem de nós, mesmo que seja o porteiro do prédio, o carteiro, o jornaleiro ou o encanador.
Oferecer “uma saladinha” a quem não come carnes é gafe cultural. Para alguns é um insulto!
Deve-se evitar esse rótulo, já que a desinformação das pessoas conduziria a erros de interpretação.
A rigor, não. Mudrás são gestos feitos com as mãos.
Transliteração.
Nenhuma delas. Nossa alimentação não é “natural”, nem macrobiótica, nem vegana, nem raw, nem de nenhuma outra corrente. Nossa alimentação é absolutamente normal, só que sem carnes.
Tudo, menos carne de peixe, carne de ave ou qualquer outra. Isso significa que utiliza todos os legumes, cereais, hortaliças, frutas, raízes, massas, ovos, laticínios (manteiga, queijos, iogurtes etc.), açúcar, chocolate… ou seja, tudo, menos bicho morto.
O Yôga Clássico não é o mais antigo. Consequentemente não é o mais autêntico. Ele foi produto de uma deturpação de natureza política e étnica perpetrada pelos arianos após a sangrenta ocupação a que submeteram a Índia e seu povo. A fama que tem foi construída e imposta pelos áryas, guerreiros sub-bárbaros que não tinham nenhuma cultura filosófica, artística, nem científica. Tal como os romanos em suas colônias, os arianos foram absorvendo um pouco da cultura dos povos conquistados por eles.
Indiscípulo é um indisciplinado. Os tipos de discípulos mais comuns são: o que não assumiu o Mestre, o durão, o falso discípulo, o discípulo volúvel, discípulo que não é de nada, o discípulo que mata o Mestre, o discípulo antropófago, o discípulo leal ao que o Mestre ensina, o discípulo leal ao Mestre, o discípulo ideal.
Há, sim: como a maioria dos autores é de linha brahmacharya, ou fortemente influenciada por ela, omite a informação de que o Tantra Yôga foi um dos primeiros e é um dos mais importantes.
Não. O que existe é uma grande diversidade de correntes filosóficas, religiosas e culturais, consequentemente, também muita divergência de opiniões. Um verdadeiro labirinto de castas, etnias, idiomas, conceitos e convenções.
Se conhecemos as leis que regem a força das egrégoras, sabemos, pela experiência dos que nos precederam e pela nossa própria, que mesmo as leituras ou a mera participação passiva em uma palestra ou conferência de outro comprimento de onda poderão desestabilizar a saúde mental e comprometer progresso do praticante.
Não. Tantra é uma coisa e Yôga é outra. A fusão dos dois resulta no Tantra Yôga. Nós não praticamos Tantra Yôga, e sim SwáSthya Yôga, que possui raízes comportamentais do Dakshinacharatántrika.
Um dos nomes atribuídos ao criador do Yôga é Shiva; conta a lenda que ele era um bailarino e estima-se que tenha vivido há mais de 5000 anos, na Índia. Mas também há outros aspectos de Shiva, inclusive o Shiva Shankar, a versão do yôgi, do saddhu, do meditante.
De forma alguma. Há uma hierarquia, uma disciplina bem valorizada e um Diretor Geral. Os professores de dança que alugam um espaço para dar aulas em um clube têm que observar o regulamento interno e nem por isso são empregados, pois não recebem pagamento do clube, pelo contrário, pagam a ele para usar o espaço, tal como nós.
A supervisão é a sacralização da relação Mestre-discípulo, assentada no vínculo de afeto, respeito e admiração. Implica uma relação de compromisso ético, carinho e reconhecimento. Constitui ainda o sustento do Mestre quando, mais tarde, a idade ou outra circunstância o impedir de continuar produzindo sua subsistência.
A Administração Participativa funciona assim: os alunos são clientes de cada instrutor, que possui sua própria empresa e trabalha de forma autônoma, dentro e fora da escola, com seus clientes. A responsabilidade sobre eles, bem como a de captá-los, é do respectivo empreendedor. Na Escola, que é um Espaço Cultural, esses coworkers se reúnem num pool, com regras contratuais, e cada um paga um aluguel pelo uso das instalações.
Peixe não é carne branca? Então é carne. Aquele que se declara vegetariano e come peixe ou carnes brancas é, na verdade, “hipocritariano”.
O interessado deve estar formado no DeRose Method e ter atuado por, pelo menos, quatro anos em “escolas bem-sucedidas” vinculadas a nós. Tendo autorização do seu Diretor, deve entrar em contato com a Sede Central, telefone (11) 3081-9821 secretaria@DeRoseMethod.org.
O param-pará consiste na transmissão oral do conhecimento do Preceptor ao discípulo.
Não. Ela induz o leitor ao erro de pronúncia, como é o caso do ç usado para representar um som que não é dessa letra. Por exemplo, na palavra Shiva, a sonoridade chiada do primeiro fonema fica irreconhecível na grafia “Çiva”, proposta pela transliteração para a língua portuguesa. Por isso, devemos utilizar a inglesa, Shiva, que é mais lógica, é usada na Índia e serve perfeitamente para o português.
Ashtánga sádhana, bhúta shuddhi, maithuna.
Sim. Ter um Supervisor é indispensável ao Empreendedor. Se mantiver o pagamento da supervisão em dia por, no mínimo, doze meses consecutivos, contará com taxas reduzidas em cursos e eventos, terá direito a frequentar gratuitamente as aulas teóricas regulares que o Supervisor ministrar (no caso do Preceptor DeRose, têm lugar geralmente às terças-feiras, em São Paulo) e terá prioridade na agenda do Supervisor para qualquer solicitação, reunião ou consulta. Além disso, terá direito de revalidar seu certificado, pois as Federações exigem que o instrutor tenha um Supervisor.
O símbolo do SwáSthya Yôga chama-se ashtánga yantra. Constitui-se por um círculo de cujo centro partem oito raios equidistantes, que ultrapassam a circunferência e terminam em oito trishúlas, símbolos de Shiva.

Pátañjali.
Para iniciantes: enquanto puder parar a respiração, mantenha o ásana; precisando respirar, desfaça. Para veteranos: permaneça o máximo de tempo que o bem-estar e o bom-senso permitirem. Recomenda-se começar progressivamente, com a Regra do Um Segundo Por Dia.
Não. Todos os que dão aulas numa escola são parceiros que se associam nas despesas e receitas, pelo processo de Administração Participativa. Ninguém é patrão, nem empregado.
Grande parte da força do símbolo e do mantra ÔM provém de áreas muito profundas do inconsciente coletivo, registradas desde a mais remota antiguidade e reforçadas ao longo de milhares de anos de utilização e veneração.
Dhyána designa apenas o estado de meditação. Samyama designa a prática que consiste em executar concentração, meditação e samádhi “juntos”, isto é, numa só sentada. Cada praticante chega até onde puder. Dessa forma, dhyána ou samyama podem designar o oitavo anga do ashtánga sádhana.
Não se deve ministrar a prática sempre do mesmo jeito. Há vários formatos de aula bem distintos, cuja utilização regular enriquece bastante sua metodologia, acelera o aprendizado do praticante e induz a todos, instrutores e alunos, a se autossuperar.